Estou cansada de toda essa subjetividade,
De todos esses clichês,
Frases-feitas,
Morais de histórias,
E sonetos sem nenhum enigma;
Estou farta de todo essa hipocrisia,
De passos que não tocam o solo,
Horizontes trancados a chave,
Conceitos de certos e errados.
E imaginação padronizada;
Estou cheia dessa mesma jornada,
De risos forçados,
Da aparência de bom sujeito,
Leitura vulgar e histórias sobre o amor,
Tons e sons que não trazem coisa alguma,
E da ganância de empobrecer a alma;
Gosto do que me tira o fôlego,
Almejo o quase impossível,
Veneno o improvável,
Anseio o inimaginável,
Tenho uma vontade que nunca passa,
Uma palavra que nunca cala;
Ah, pobre amigo, nunca soube tu,
Como é ridícula essa métrica bem adotada.
Quem sabe ousar diversificar?
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