domingo, 31 de janeiro de 2010

Mantenha sempre cheio.

Camas vazias na espera de um pouco mais de calor,
Corpos vazios que ainda sentem latente na pele,
A marca de quando estiveram presente,
Palavras ocas que tantas belezas parecem dizer,
Mas sentimentos vazios mostram ter,
Garrafas vazias que já não matam mais a sede,
Sabe-se lá do que,
Sorrisos que quando inteiros, preenchiam vazios,
Hoje em pedaços, vazios ficaram,
Roupas que escondem vergonhas,
Vazias são de pudor,
Mentes vazias, Corações vazios, Bocas vazias de sabor,
Hoje saciam a dor.
E são vazios que ecoam em muita gente,
Mas deixa o meu copo encher até a borda.