Ainda bem que o tempo passa, e com ele nos crescemos e amadurecemos. Ainda bem que com o tempo, começamos a pensar com a nossa própria cabeça e formar opiniões. Ainda bem que enquanto o tempo passa nos tomamos decisões e que elas interferem no tempo que vem. Ainda bem que nós somos os únicos responsáveis pelos nossos atos e o que decidimos fazer é de total responsabilidade nossa. Ainda bem que eu não sou mais aquela menininha de outrora, aprendi a me virar sozinha, resolver os meus problemas e viver a minha vida. Ainda bem que a vida me ensinou a respeitar o outro. E, ainda bem que não somos todos iguais, pensamos diferente e temos gostos divergentes. Ainda bem que aprendi a olha com os meus olhos e não com os da sociedade, a procurar entender ao invés de julgar. Ainda bem que sei que certos e errados são coisas impostas, e o que é teoricamente dito como verdade não é necessariamente genérico. Ainda bem que aprendi a criticar as coisas que me são colocadas e não apenas aceitar.
domingo, 25 de outubro de 2009
terça-feira, 20 de outubro de 2009
(***)
Minha lembrança esqueceu seu nome,
Assim por acaso,
Dentro de um sonho confuso;
Que oscilava nas palavras,
De noites amargas,
Historias passadas,
Conversas sem fim;
Despertava o interesse,
Por qualquer discurso, suspiro e tumulto;
Lembrava de velhas falas, antigos assuntos,
Sentia gosto nas respostas,
Arriscava um olhar;
Mas aqueles que se aproximavam,
Se desfiguravam;
Tudo mentira, tudo mentira,
Ilusionismo de cenas reinventadas,
Cheio de murmúrios ao meu redor,
Que na verdade eu não conseguia escutar;
No labirinto das palavras,
Teu nome era o único que eu não conseguia pronunciar,
Palavras guardando meus próprios mistérios,
Palavras que guardavam o que nem eu mesma sabia desvendar;
Fatigada tratava de recompor,
A varanda da casa,
A praça do bairro,
O ginásio da escola,
Mas giravam em esquecimento,
Forjando seus acontecimentos.
Assim por acaso,
Dentro de um sonho confuso;
Que oscilava nas palavras,
De noites amargas,
Historias passadas,
Conversas sem fim;
Despertava o interesse,
Por qualquer discurso, suspiro e tumulto;
Lembrava de velhas falas, antigos assuntos,
Sentia gosto nas respostas,
Arriscava um olhar;
Mas aqueles que se aproximavam,
Se desfiguravam;
Tudo mentira, tudo mentira,
Ilusionismo de cenas reinventadas,
Cheio de murmúrios ao meu redor,
Que na verdade eu não conseguia escutar;
No labirinto das palavras,
Teu nome era o único que eu não conseguia pronunciar,
Palavras guardando meus próprios mistérios,
Palavras que guardavam o que nem eu mesma sabia desvendar;
Fatigada tratava de recompor,
A varanda da casa,
A praça do bairro,
O ginásio da escola,
Mas giravam em esquecimento,
Forjando seus acontecimentos.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Aparição amorosa.
Doce fantasma, por que me visitas
como em outros tempos nossos corpos se visitavam?
Tua transparência roça-me a pele, convida
a refazermos carícias impraticáveis: ninguém nunca
um beijo recebeu de rosto consumido.
Mas insistes, doçura. Ouço-te a voz,
mesma voz, mesmo timbre,mesmas leves sílabas,
e aquele mesmo longo arquejoem que te esvaías de prazer,
e nosso final descanso de camurça.
Então, convicto,
ouço teu nome, única parte de ti que não se dissolve
e continua existindo, puro som.
Aperto... o quê? a massa de ar em que te converteste
e beijo, beijo intensamente o nada.
Amado ser destruído, por que voltas
e és tão real assim tão ilusório?
Já nem distingo mais se és sombra
ou sombra sempre foste, e nossa história
invenção de livro soletrado
sob pestanas sonolentas.
Terei um dia conhecido
teu vero corpo como hoje o sei
de enlaçar o vapor como se enlaça
uma idéia platônica no espaço?
O desejo perdura em ti que já não és,
querida ausente, a perseguir-me, suave?
Nunca pensei que os mortos
o mesmo ardor tivessem de outros dias
e no-lo transmitissem com chupadas
de fogo aceso e gelo matizados.
Tua visita ardente me consola.
Tua visita ardente me desola.
Tua visita, apenas uma esmola.
CDA
como em outros tempos nossos corpos se visitavam?
Tua transparência roça-me a pele, convida
a refazermos carícias impraticáveis: ninguém nunca
um beijo recebeu de rosto consumido.
Mas insistes, doçura. Ouço-te a voz,
mesma voz, mesmo timbre,mesmas leves sílabas,
e aquele mesmo longo arquejoem que te esvaías de prazer,
e nosso final descanso de camurça.
Então, convicto,
ouço teu nome, única parte de ti que não se dissolve
e continua existindo, puro som.
Aperto... o quê? a massa de ar em que te converteste
e beijo, beijo intensamente o nada.
Amado ser destruído, por que voltas
e és tão real assim tão ilusório?
Já nem distingo mais se és sombra
ou sombra sempre foste, e nossa história
invenção de livro soletrado
sob pestanas sonolentas.
Terei um dia conhecido
teu vero corpo como hoje o sei
de enlaçar o vapor como se enlaça
uma idéia platônica no espaço?
O desejo perdura em ti que já não és,
querida ausente, a perseguir-me, suave?
Nunca pensei que os mortos
o mesmo ardor tivessem de outros dias
e no-lo transmitissem com chupadas
de fogo aceso e gelo matizados.
Tua visita ardente me consola.
Tua visita ardente me desola.
Tua visita, apenas uma esmola.
CDA
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Reconstruindo Lee
Estou revendo minha vida, minha história, o meu caminho.
Refazendo minhas manias, meus defeitos, os meus vícios.
Estou repensando meus valores, meus costumes, os meus princípios.
Revivendo meus amigos, minha família, os meus amores.
Estou escrevendo minhas cartas, meu começo, os meus planos.
Revelando meus desejos, meus medos, a minha ilusão.
Estou bebendo meu veneno e tomando do meu porre.
Comendo minha gula e vomitando o que não presta.
Estou exibindo meu troféu.
Refazendo minhas manias, meus defeitos, os meus vícios.
Estou repensando meus valores, meus costumes, os meus princípios.
Revivendo meus amigos, minha família, os meus amores.
Estou escrevendo minhas cartas, meu começo, os meus planos.
Revelando meus desejos, meus medos, a minha ilusão.
Estou bebendo meu veneno e tomando do meu porre.
Comendo minha gula e vomitando o que não presta.
Estou exibindo meu troféu.
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