domingo, 31 de maio de 2009

"But I see your true colors"


Esqueci em que esquina eu deixara o seu olhar,
Me perdi dentre nos passos que por mim passavam correndo no tempo,
Me confundi em outros rostos tão desconhecidos quanto ao meu,
Me encontrava completamente distante das conversas vazias que me cercava.

Ninguém parecia se importa, tão pouco, reparar;
Mas em meio aquele vai e vem paranóico de carros e pessoas,
Em meio aquela pressa descontrolada de não perder um só segundo,
Eu só queria encontrar um lugar no qual estaria totalmente isenta daquela realidade,
Um lugar onde as pessoas não ditassem regras, conceitos de certos e errados, não emposse verdades.

A angústia me tomava os sentidos,
Estar inserida naquela lógica de sociedade estúpida,
Que na sua ignorância reprime tudo aquilo que foge do padrão estereotipado da coisa,
Feria-me tão profundamente a alma que não mais podia te achar.

Entregue à calçada segurando um cigarro dentre os dedos,
Via todo o meu resto se esvair pela rua,
A lua timidamente começava a aparecer na imensidão do céu,
Após longas horas o orvalho já começava a se condensa,
E lá fora o vento soprava forte,
Mas aqui dentro me mantinham aprisionada.

Enquanto a noite caia na contramão,
Sem fôlego procurei por um sorriso,
Ponteiros apressados, passos calados, coração gelado.
Então deixa a lua se mover lentamente lá no alto.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

...

- Sabe a garota do copo d'agua?
- Sei.
- Se parece distante, talvez seja porque está pensando em alguém.
- Em alguém do quadro?
- Não, um garoto com quem cruzou em algum lugar, e sentiu que eram parecidos.
- Em outros termos, prefere imaginar uma relação com alguém ausente que criar laços com os que estão presentes.
- Ao contrário, talvez tente arrumar a bagunça da vida dos outros.
- E ela? E a bagunça na vida dela? Quem vai pôr ordem?

quarta-feira, 27 de maio de 2009

“A persistência confusa da minha subjetividade objetiva. ”

Se me apresso a te ouvir,
Usando apenas palavras que guardam enganos,
Coloca-me contra o que desejo.
Acabo por me perder,
Lembro-me do que me traz muitas coisas...
Menos o contentamento.
Atenho-me então procurando não sentir,
Tempo de silêncio e solidão,
Que não me traz gozo nem desgosto.
Não mais, amor.
Ofereço-lhe, o meu intimo,
Orgulhosa do que faço,
Afasto-me arrependida.
De volta ao meu passo,
É já historia vivida.
Sobe efêmeras lagrimas
Derramadas.

terça-feira, 26 de maio de 2009

"Enquanto eu tiver perguntas e não houver respostas... continuarei a escrever"

Que segredos escondem aqueles olhos?
Que desilusões terá lhe ferido os sentimentos?
Por qual caminho a vida terá lhe feito seguir?
O que fora seus anseios?
O que terá lhe assombrado a alma?
No que terá pensado antes de dormir?
Que preocupação terá lhe feito mais mulher?
Quais responsabilidades terão lhe feito mais madura?
Que sonhos terá lhe feito mais realista?
Que filme terá lhe trago lembranças?
Que música terá lhe disparado o coração?
Que imagem seus olhos formara mesmo sem luz?
O que terá lhe trago conforto?
O que terá lhe feito brilhar os olhos?
Porque me despertara o interesse e tomara os pensamentos se de você só sei o nome?
Que encanto terá você pra me instigar dessa forma?

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Agora acostumei a olhar além do horizonte...


O amanhecer daquele dia trazia consigo esta dor.
O sol escondido por trás das nuvens,
O cheiro do café sendo passado,
O vento frio chegando de mansinho a esfriar nossos corações,
A canção ouvida de longe embalando o mover das arvores,
Todo parecia em seu lugar, quieto e morno.
Tudo esta bem quando não a nada para nos incomodar.
Diferentemente, algo estava fora de sintonia,
Onde se encontrava os sonhos que fora sonhados?
Minha musica fora embora à procura de outro tom.
Ali estava minha voz, tão vazia de significados quanto minha alma.
Estava minha dor, curtindo seu próprio lamento.
Meu coração, tão errante que desorientava a falta de constância.
Ali estava eu, sobrevivendo aquele patético momento.
Estava de um lado minha lembrança do que seria um amor, e do outro, esquecimento.
Os ventos de outono vieram tocar em minha face,
E tudo o que era efêmero se desfez, ficou só o silêncio.
O que permitiu que eu voltasse a mim,
Entendendo que a solidão pode ser um dos melhores males.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei.

A mudez me toma as palavras que poderiam pela boca ser ditas.
O não saber, me coloca em uma atmosfera tão sedutora que me induz ir em busca ao desconhecido.
Tudo aquilo que trás consigo um mistério, é até pros menos curiosos uma instigação, e eu, que outrora estava tão descrente, encontro-me envolvida a algo que nem sei o que é, quem é.
Talvez seja essa mania de querer sempre o que exige mais esforço, assim, a graça que me encanta demora mais a se esgotar, conferindo sempre um caráter único a cada interpretação. Saber o quão distante é no espaço e no tempo, cria um ímpeto de vontade.
Quero eu inconscientemente que não se acabe, mesmo que pra isso fracasse em ponto físico, pois assim o que me impulsiona não se findará.