quinta-feira, 30 de julho de 2009

Quase que meu silêncio vira um caso de consciência.

Explodindo em sensações,
Transbordo o sentimento e a palavra cala,
Na tensão permanente,
Faço da imagem antes um pensamento,
Depois uma linguagem,
Mas as idéias já não suportam mais o pulsar dessa desordem,
Que insiste em estar viva por aqui,
Ao lado de onde se vive;
Confesso que desenvolvo certa repulsa,
Dessa vez em relação a você,
Que é incapaz de retratar o que mais mostrado foi,
Pois prostrado está ao dorso dos motivos inventados,
Trazendo um desejo de nada,
Fechado a sua atmosfera,
E jogando aos ares um ideal,
Que até quando eu quiser,
Enquanto houver confiança,
Será real;
Mas não lhe culpo,
Pois vendo o processo do tempo,
Me calo meio acuada de tanta hipocrisia que aqui impera,
Você é só uma parte desse todo,
E tenho certeza que você saberá entender essas linhas,
Na sua justa medida,
Não como um julgamento,
Mas como um extasiado impulso de emoção,
E logo após a perturbadora primeira leitura,
Absorverá alguma coisa.

domingo, 5 de julho de 2009

Adeus você.

É bom, às vezes, se perder sem ter porque, sem ter razão.
É um dom saber envaidecer, por si, saber mudar de tom.
Quero não saber de cor, tão bem...

Para que minha vida siga adiante.