quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Lapso da consciência entre ilusões.


O que de fato és não me vem de súbito,
Chega até ser abstrato,
E acentua minha confusão;
Fui eu quem ousou dizer,
Porém foi a outro,
Ou será só ilusão já que eu não reconheceria?
Supus ter dito, porque não me ouviria,
Supus ter sido outro, porque eu não saberia;
Fragmentos de realidade ou de sonhos que nem sei?
Eu não sei, eu não sei...
Um desejo sem corpo nem boca,
Que anseia o que não sente;
Seria alguém, seria?
Se de veras existe,
Seria um erro eu o saber.
Seja como for,
És quem eu quiser.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Deleite.

Teu gosto tão fraco em minha boca,
Teu sorriso tão marcante em meus lábios,
Teu tato tão ausente em meu corpo,
Teu rosto tão esquecido em minha memória.

Esconder um sentimento,
Ignorar uma vontade,
Fingir uma verdade.