domingo, 31 de maio de 2009

"But I see your true colors"


Esqueci em que esquina eu deixara o seu olhar,
Me perdi dentre nos passos que por mim passavam correndo no tempo,
Me confundi em outros rostos tão desconhecidos quanto ao meu,
Me encontrava completamente distante das conversas vazias que me cercava.

Ninguém parecia se importa, tão pouco, reparar;
Mas em meio aquele vai e vem paranóico de carros e pessoas,
Em meio aquela pressa descontrolada de não perder um só segundo,
Eu só queria encontrar um lugar no qual estaria totalmente isenta daquela realidade,
Um lugar onde as pessoas não ditassem regras, conceitos de certos e errados, não emposse verdades.

A angústia me tomava os sentidos,
Estar inserida naquela lógica de sociedade estúpida,
Que na sua ignorância reprime tudo aquilo que foge do padrão estereotipado da coisa,
Feria-me tão profundamente a alma que não mais podia te achar.

Entregue à calçada segurando um cigarro dentre os dedos,
Via todo o meu resto se esvair pela rua,
A lua timidamente começava a aparecer na imensidão do céu,
Após longas horas o orvalho já começava a se condensa,
E lá fora o vento soprava forte,
Mas aqui dentro me mantinham aprisionada.

Enquanto a noite caia na contramão,
Sem fôlego procurei por um sorriso,
Ponteiros apressados, passos calados, coração gelado.
Então deixa a lua se mover lentamente lá no alto.

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