segunda-feira, 25 de maio de 2009

Agora acostumei a olhar além do horizonte...


O amanhecer daquele dia trazia consigo esta dor.
O sol escondido por trás das nuvens,
O cheiro do café sendo passado,
O vento frio chegando de mansinho a esfriar nossos corações,
A canção ouvida de longe embalando o mover das arvores,
Todo parecia em seu lugar, quieto e morno.
Tudo esta bem quando não a nada para nos incomodar.
Diferentemente, algo estava fora de sintonia,
Onde se encontrava os sonhos que fora sonhados?
Minha musica fora embora à procura de outro tom.
Ali estava minha voz, tão vazia de significados quanto minha alma.
Estava minha dor, curtindo seu próprio lamento.
Meu coração, tão errante que desorientava a falta de constância.
Ali estava eu, sobrevivendo aquele patético momento.
Estava de um lado minha lembrança do que seria um amor, e do outro, esquecimento.
Os ventos de outono vieram tocar em minha face,
E tudo o que era efêmero se desfez, ficou só o silêncio.
O que permitiu que eu voltasse a mim,
Entendendo que a solidão pode ser um dos melhores males.

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