quinta-feira, 1 de julho de 2010

Meu quase.

Entenda que não sei mais sentir,
Mas meu amor nunca deixará de existir,
Não se perca em minha dor,
Pois por um instante a simulei pelo sabor,
E quisera eu escolher, precisava que ficastes,
Os devaneios que por tristeza arrancastes,
No desespero, serena é a sedução,
Que no meu pranto as torna inspiração,
No meu quase apreço tardado na saída,
Pulsam traços de alegria comedida,
Pois beijados ficam os meus lábios amargos,
Ao ler teus inalcançáveis versos engajados,
Segue quente a lembrança da promessa,
Instante que antecede o que resta,
Mas se atreveis em descobrir,
Saberás que de espera se sustenta o meu sentir,
E se estiver disposto a dar de ti, o que não ofereceu,
Por vezes encontre aquele tão meu,
Desejo teu.

Nenhum comentário:

Postar um comentário