E que belas palavras escrevia.
No intuito de esconder a mentira, entregava-se ao desabafo.
O real, tão ousado, confundia-se com a sensação de viver num sonho, muitas vezes assombrado pelo pesadelo.
Podia parecer tolo, mas arrancava tanto de si, que me perguntei se ainda restava algo.
Machucada por dentro, forjava sorrisos, quase sempre convincentes.
Sua pose de equilíbrio e auto controle parecia inabalável, sempre supria sua necessidade sozinha. Até que violada no ponto da força ela chorou. Calma, misteriosa, mas chorou.
De longe, uma mão quente se aproximava com o intuito de limpar o derramado.
De perto, a mão tentava cuidar do ombro, tão forte e tão fraco.
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