segunda-feira, 19 de abril de 2010

De onde você não vem.

Quando a tarde cair,
Chegue sem ter porque,
Faço um café forte,
Ou te ofereço a dose da bebida mais amarga;

Você me conta do seu dia,
De como perdido veio parar na minha porta,
Conversaremos um pouco de bobagens,
E assim, daremos boas risadas;

Faça perguntas que me pegue sem resposta pronta,
Relembre histórias de instantes que não param,
Fale com sutileza coisas que te causaram dor,
E de como distraído as deixou que te tirassem o sorriso;

Quem sabe então assim,
As Inventaremos outros fins,
Fazendo com que tempo perca a medida do passado,
E as tristezas noções de realidade;

Deixaremos, então, que a noite nos pegue desprevenidos,
E que ela corra pelas ruas que me querem levar pra longe,
Apressando te digo que já estou de saída,
Você diz que prefere, quem sabe, me acompanhar;

A solidão da noite me espera,
E você me leva pra onde eu não possa me encontrar.

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