terça-feira, 20 de outubro de 2009

(***)

Minha lembrança esqueceu seu nome,
Assim por acaso,
Dentro de um sonho confuso;
Que oscilava nas palavras,
De noites amargas,
Historias passadas,
Conversas sem fim;
Despertava o interesse,
Por qualquer discurso, suspiro e tumulto;
Lembrava de velhas falas, antigos assuntos,
Sentia gosto nas respostas,
Arriscava um olhar;
Mas aqueles que se aproximavam,
Se desfiguravam;
Tudo mentira, tudo mentira,
Ilusionismo de cenas reinventadas,
Cheio de murmúrios ao meu redor,
Que na verdade eu não conseguia escutar;
No labirinto das palavras,
Teu nome era o único que eu não conseguia pronunciar,
Palavras guardando meus próprios mistérios,
Palavras que guardavam o que nem eu mesma sabia desvendar;
Fatigada tratava de recompor,
A varanda da casa,
A praça do bairro,
O ginásio da escola,
Mas giravam em esquecimento,
Forjando seus acontecimentos.

Um comentário:

  1. Adoro ler seus textos.

    Me identifico com eles ... sempre um prazer.

    Beijos flor.

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