quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Lapso da consciência entre ilusões.


O que de fato és não me vem de súbito,
Chega até ser abstrato,
E acentua minha confusão;
Fui eu quem ousou dizer,
Porém foi a outro,
Ou será só ilusão já que eu não reconheceria?
Supus ter dito, porque não me ouviria,
Supus ter sido outro, porque eu não saberia;
Fragmentos de realidade ou de sonhos que nem sei?
Eu não sei, eu não sei...
Um desejo sem corpo nem boca,
Que anseia o que não sente;
Seria alguém, seria?
Se de veras existe,
Seria um erro eu o saber.
Seja como for,
És quem eu quiser.

Um comentário:

  1. "Seja como for,
    És quem eu quiser."

    Sempre ... a gente que decide o que as coisas vão ou não representar para a gente. Não que isso seja a coisa mais tranquila ... Mas é fato.

    Beijo

    ResponderExcluir