quinta-feira, 30 de julho de 2009

Quase que meu silêncio vira um caso de consciência.

Explodindo em sensações,
Transbordo o sentimento e a palavra cala,
Na tensão permanente,
Faço da imagem antes um pensamento,
Depois uma linguagem,
Mas as idéias já não suportam mais o pulsar dessa desordem,
Que insiste em estar viva por aqui,
Ao lado de onde se vive;
Confesso que desenvolvo certa repulsa,
Dessa vez em relação a você,
Que é incapaz de retratar o que mais mostrado foi,
Pois prostrado está ao dorso dos motivos inventados,
Trazendo um desejo de nada,
Fechado a sua atmosfera,
E jogando aos ares um ideal,
Que até quando eu quiser,
Enquanto houver confiança,
Será real;
Mas não lhe culpo,
Pois vendo o processo do tempo,
Me calo meio acuada de tanta hipocrisia que aqui impera,
Você é só uma parte desse todo,
E tenho certeza que você saberá entender essas linhas,
Na sua justa medida,
Não como um julgamento,
Mas como um extasiado impulso de emoção,
E logo após a perturbadora primeira leitura,
Absorverá alguma coisa.

Um comentário:

  1. E o desejo?
    Cessou por ele mesmo
    A espera que tortura
    As horas, o anseio.

    Quer ver a alvorada,
    quer ser o pôr do sol
    Diz que olhar a lua é sinal de tristeza
    E que melancolia faz parte, é beleza.

    Mas o desejo é a espera
    E a espera cativa,
    Livra-nos dos anseios
    Logo pois se realiza.
    Fala sobre amor, sexo e poesia
    Mas logo se vê diante do gozo e o prazer
    Que tanto reprimia

    O tesão pela beleza,
    Pelo gemido e a proeza
    Faz nascer dentro do peito
    O que chamava de cessar
    Na cama, entre o ato
    O cúmulo e a tristeza.

    Louise M.

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